Olá pessoal, lendo a notícia abaixo me lembrei do art. 594 do velho CC, que não foi repetido pelo novo, sobre a permissão da caça. Atualmente a caça é proibida no país, exceto no Rio Grande do Sul, onde durante parte do ano caçadores amadores se reúnem para caçar aves por lazer. Esta caça é fiscalizada pelo Ibama e gera emprego e renda. Para os ambientalistas, que imaginam tratar-se de pura malvadeza, lembro que os caçadores são os maiores interessados na preservação dos animais e no abate controlado. A proibição da caça em nosso país não impediu a extinção de grande parte da fauna, pois o Estado não consegue fiscalizar. E transferir para o poder público a propriedade da fauna e da flora gera a impressão de que a coisa não é de ninguém. Com certeza a liberação da caça levaria proprietários de fazendas a cuidar das matas e dos bichos, tendo como alternativa de renda a caça esportiva. Semelhante ao que existe hoje em dia nos "pesque e pague". Reflitam!
COMEÇA TEMPORADA DE CAÇA NO RS.
PORTO ALEGRE - Mais de 4 mil caçadores amadores começam neste final de semana, em 50 municípios gaúchos, a caça de perdiz, pomba-de-bando e pombão nos campos e matos de oito municípios. O Rio Grande do Sul é o único estado brasileiro onde a caça amadorista, controlada, é permitida. A temporada se estenderá até o início de agosto. No dia 24 começa a caça de banhado, em que são visadas a marreca-piadeira, a marreca-caneleira e o marrecão. Desta vez não foi liberada a caça da lebre e do perdigão.
A temporada, que deveria ter começado no dia 20 de maio, foi adiada, pois ambientalistas haviam conseguido na Justiça Federal sua suspensão. Na última quinta-feira (16), o Tribunal Regional Federal da 4ª Região acolheu recurso do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), liberando a temporada.
De acordo com o procurador federal do Ibama no estado, Paulo Airoldi, a caça no Rio Grande do Sul obedece a critérios científicos de manejo e é monitorada pelo Ibama, sem risco de dano ao ambiente. O vice-presidente da Federação Gaúcha de Caça, Ronaldo Farina, diz que a entidade existe há mais de 60 anos e que todo caçador é consciente de sua responsabilidade e, acima de tudo, um fiscal da natureza e da caça furtiva. Ele diz ainda que a Federação Gaúcha de Caça está contribuindo, só na temporada de 2005/2006, com R$ 500 mil para pesquisa, controle e programa de monitoramento de animais da fauna.
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